"Tenho dó dessas pessoas", diz Richarlyson ao falar sobre homofobia no futebol

Em entrevista à Rede TV, o volante do Guarani-SP lembrou que já sofre com a perseguição por parte da torcida há pelo menos 10 anos e revela qual foi o único clube onde ele teve paz quanto ao assunto

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As ofensas homofóbicas são algo que perseguem o volante Richarlyson há pelo 10 anos. Apesar de nunca ter se assumido homossexual, ele sempre falou abertamente sobre o assunto, e sofreu essa perseguição das torcidas do clubes em que passou. Em entrevista à Rede TV, o jogador que hoje defende as cores do Guarani-SP tocou mais uma vez no tema e revelou qual foi a única equipe onde ele não sofreu com esse tipo de problema. Aos 34 anos, ele afirma 'ter dó dessas pessoas'.

Confirmado como reforço do Guarani para a disputa da Série B do Brasileirão no início de maio, Richarlyson foi alvo de vaias de parte da torcida, que chegou inclusive a soltar rojões em pleno Estádio Brinco de Ouro. Perguntado sobre o incidente, o jogador ainda não conseguiu chegar a uma resposta. 

“Eu queria parar aqueles dois torcedores que vieram e soltaram rojões e perguntar o porquê. Teve essa manifestação e ninguém soube o porquê. A mídia falou que foi por causa da questão de homofobia. Ninguém soube se foi por causa disso. Plantaram essa situação e todo mundo copiou essa manchete como se fosse algo verdadeiro. Pode até ter sido, eu não estou falando que pode não ter sido, mas ninguém sabe se era isso. Às vezes foi uma manifestação porque não queria que me contratasse e acabou”, afirmou.

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Desde a época do São Paulo o jogador sofre com esse tipo de perseguição por parte da torcida, que não gritava o seu nome nas partidas no Morumbi. Richarlyson lembra que durante a sua passagem pelo Atlético-MG, entre 2011 e 2014, ele teve mais tranquilidade quanto ao assunto.

"Eu não me magoo, eu tenho dó dessas pessoas. Vamos partir do princípio que a situação seja sobre o homossexualismo. Quer dizer que no futebol não pode haver o homossexual? E por causa disso ele deixa de ser um grande profissional? A questão não é essa a ser abordada. O que me deixa intrigado sobre essa questão de manifestações homofóbicas dentro do futebol é que quer dizer que se o cara for gay, o cara não pode jogar? Por que o cara não pode jogar? É isso que eu não consigo entender", completou. 

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